A mutabilidade como parâmetro de realidade

Muito me intrigou a ideia de Platão no mito da caverna exposta juntamente com a análise do filme matrix de forma brilhante pela filósofa e professora Maria Helena Galvão em vídeo publicado no YouTube através do canal da escola nova Acrópole.

De todos os comentários referentes as mensagens de diversas religiões e escolas filosóficas acerca da mensagem de dificuldade de percepção da realidade pelas massas envoltas no consciente coletivo, a verdade sobre a ilusão da vida material é sem sombra de dúvidas a que mais chama atenção.

O fato da vida ser transitória e mutável retira-lhe a característica de ser real ?

A finitude e término do corpo é o fim de tudo ?

Quando corrompido o corpo físico , mantemos nossa consciência espiritual e real, sabendo quem somos e o que vivemos ?

Sob as leis herméticas podemos responder todas estes questionamentos nos utilizando dos princípios do mentalismo, da correspondência, da polaridade, do ritmo, do gênero e da causalidade.

Explico;

O todo e mental e cria através da contemplação, sendo causa do efeito, que é o universo e tudo que vemos, desde o homem até a menor molécula.

Ao criar , sob o ponto de vista do todo, considerando o influxo e refluxo dos universos mutáveis, estes são simplesmente ilusões.

Por outro lado sob a ótica do observador, no caso uma única mente criada pelo todo, seu universo é real , e com base no princípio da correspondência, o individual, detentor de fração da mente do todo, que está em tudo, tem poder de criar suas ilusões mutáveis, que se esvaem com a saída do espírito de seu principal instrumento de manifestação material.

Todavia o indivíduo não é o todo, e já acorda para a realidade do mundo material com a única missão de acumular o máximo de bens materiais possíveis, gerando portanto o máximo de bens ilusórios e passageiros, que não podem preencher um vazio que anseia por coisas imutáveis e caminha inevitavelmente para o mundo real, ou se preferir caro leitor, a morte.

Parece assustador pensar que a morte é a vida real, mas a morte pode não ser nada além do que mais um passo na evolução, sendo da mesma forma que a vida mutável e ilusória.

Com efeito, a vida e a morte são ilusões para que possamos experimentar por certo lapso temporal uma gama de sentimentos cada dia mais ignorados pelo ser humano.

De todo modo , importante nos lembrarmos daquele texto escrito por um filósofo que não me recordo o nome, que, resguardados os direitos autorias pelas aspas dizia algo como: “ vivemos como se nunca fôssemos morrer, e morremos como se nunca tivéssemos vivido”.

Vamos lembrar do que verdadeiramente importa.

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